Assentamento descoberto no complexo de Stonehenge
Parker Pearson agora acredita que Stonehenge e as muralhas de Durrington tinham conex?o importante. Durrington servia para celebrar a vida e depositar os mortos no rio para o transporte na vida ap?s a morte, ao passo que Stonehenge era um memorial e at? mesmo local de descanso final para alguns dos mortos. A avenida de Stonehenge, descoberta no s?culo 18, fica alinhada ao nascer do sol do solst?cio de ver?o, ao passo que a de Durrington se alinha ao p?r-do-sol do mesmo dia. Da mesma maneira, o c?rculo de madeira de Durrington se alinhava com o solst?cio de inverno, ao passo que o gigantesco c?rculo de pedras de Stonehenge fica enquadrado ao p?r-do-sol do mesmo dia.
Durrington, ele acredita, atra?a pessoas de toda a regi?o no Neol?tico, que iam at? l? para enormes festivais de inverno, quando quantidades prodigiosas de comida eram consumidas. Grandes quantidades de ossos de animais e peda?os de cer?mica, em n?meros jamais encontrados em qualquer outro lugar da Gr?-Bretanha na ?poca, atestam esta teoria. O exame de dentes de porco encontrados no local mostrou que os animais tinham cerca de nove meses quando foram mortos, o que sugere que os banquetes aconteciam no solst?cio de inverno.
Depois do banquete, Parker Pearson teoriza, as pessoas percorriam a avenida para depositar seus mortos no rio Avon, que corre na dire??o de Stonehenge. Ent?o se deslocavam pela avenida de Stonehenge at? o monumento, onde cremavam e enterravam alguns poucos mortos seletos. Stonehenge era um lugar de comunh?o com os esp?ritos dos mortos para essas pessoas que reverenciavam seus ancestrais.
A avenida de Durrington leva at? uma colina ao Aldo do rio. “Acredito que lan?avam cinzas, ossos humanos e at? mesmo corpos inteiros na ?gua, pr?tica registrada em outros rios”, declarou Parker Pearson.
Parker Pearson e Thomas acreditam que as Muralhas de Durrington tenham sido constru?das de madeira porque, tanto de maneira simb?lica quanto pr?tica, foram feitas deliberadamente para apodrecer gradualmente. Mas pedras foram escolhidas para Stonehenge por ser um monumento perene aos ancestrais.
Durrington parece “ser bem um lugar para os vivos”, disse Parker Pearson. Mas ningu?m nunca morou no c?rculo de pedras em Stonehenge, que foi o maior cemit?rio de seu tempo na Gr?-Bretanha: acredita-se que Stonehenge contenha 250 crema??es.
O trabalho conduzido em 2006 por Joshua Pollard, da Universidade de Bristol, em Woodhenge, ali perto, imediatamente ao sul das Muralhas de Durrington, revelou que os postes de madeira originais do interior do henge foram substitu?dos por mastros de pedra depois de apodrecerem. Investiga??es simult?neas, conduzidas por Colin Richards, da Universidade de Manchester, em restos de trabalho em pedra a noroeste de Stonehenge ajudaram a preparar o terreno para trabalho futuro ali.
Os diretores do Stonehenge Riverside Project s?o Mike Parker Pearson (Sheffield), Julian Thomas (Manchester), Joshua Pollard (Bristol), Colin Richards (Manchester), Chris Tilley da University College London e Kate Welham da Universidade de Bournemouth. O projeto ? conduzido pelas universidades de Sheffield, Manchester, Bournemouth, Bristol, University College London e Cambridge.
? financiado pela National Geographic Society e pelo Arts & Humanities Research Council, com apoio do English Heritage e da Wessex Archaeology.
Fonte: National Geographic Brasil
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