Os cultos e refinados Filisteus
O registro arqueol?gico s? reconstitui a origem filistina at? Chipre, a ?ltima esta??o inquestionavelmente pertencente aos povos do mar em sua peregrina??o rumo ao sul. Depois disso, qualquer tentativa de relacionar os diversos achados fracassa em fun??o da semelhan?a dos supostos vest?gios com os remanescentes de outras culturas oriundas do Egeu.
No Levante, os rec?m-chegados filisteus realizaram mais do que simplesmente amedrontar os nativos. Traziam na bagagem sua pr?pria cultura e esfor?aram-se por estabelec?-la no novo lar. Mas eis que surge nova mat?ria de controv?rsia entre os estudiosos. Uns acreditam que o desenvolvimento que se seguiu representa mera assimila??o, com a crescente dissolu??o dos costumes filistinos. Outros consideram tratar-se de uma acultura??o, isto ?, uma troca ativa entre duas ou mais culturas, resultando na modelagem de cada uma delas.
De todo modo, o que parece certo ? que, embora os filisteus tenham vindo como conquistadores, logo trataram de se arranjar com os h?bitos de Cana?. Adotaram os elementos que consideraram bons e pr?ticos e mantiveram aquilo que lhes era caro. Assim, seus deuses s?o todos de origem canan?ia, bem como os par?metros de guerra que passaram a usar, como se pode verificar pela armadura ostentada por Golias no relato b?blico. A cer?mica, no entanto, foi considerada demasiadamente simples, e os filisteus continuaram a moldar suas pe?as de acordo com suas antigas t?cnicas e tradi??es. As escava??es na pent?pole filistina trouxeram ? tona uma enorme quantidade de pe?as em estilo mic?nico. Por?m, um s?culo depois do assentamento inicial, parece haver ocorrido o reconhecimento do valor da cer?mica canan?ia e a incorpora??o de novos elementos estil?sticos, levando a uma produ??o que unia os estilos mic?nico, cipriota, cananeu e eg?pcio.
Possivelmente, a ojeriza b?blica aos filisteus se relaciona menos com sua propalada viol?ncia b?lica e mais com os seus h?bitos. Seu card?pio inclu?a ? al?m de boi, carneiro, aves e cabra ? carne de porco, ingrediente culin?rio impens?vel para os hebreus e n?o encontrado nas montanhas vizinhas, habitadas pelos israelitas.
Se considerarmos que os filisteus n?o veneravam um ?nico deus patriarcal mas uma grande quantidade de deuses e deusas, a indigna??o sacerdotal hebraica se torna ainda mais compreens?vel. A segunda mais importante divindade filist?ia respondia ao sonoro nome de Baal-Zebub e os israelitas consideravam esse deus a personifica??o do paganismo. Hoje, belzebu ? um nome corriqueiro para o diabo.
Embora sua engenhosidade n?o tenha sido reconhecida pelos moradores da montanha, os invasores destacaram-se na arte da constru??o naval, introduzindo grandes inova??es tais como a ?ncora de pedra com bra?os de madeira, a vela m?vel para as embarca??es e o cesto da g?vea.
A arquitetura tamb?m p?de se beneficiar: at? ent?o, a constru??o fazia uso apenas de pedras brutas e tijolos. Os povos do mar trouxeram a t?cnica de esculpir grandes blocos rochosos. Al?m disso, desenvolveram e aperfei?oaram o processamento de metais.
Em XI a.C., as cidades filist?ias floresceram e destacavam-se pelos espa?os amplos e pelas generosas constru??es. Os templos, erguidos em venera??o a Dagan, impressionavam pela vastid?o de suas galerias, cujas pilastras sustentavam tetos semi-abertos. Em seu interior, ardiam fogos sagrados, e altares m?veis, nichos e plataformas de ora??o guarneciam os locais de culto. Em Ashcalon, vinhos ex?ticos eram produzidos e exportados. Numerosas garrafas foram desenterradas no local, comprovando que os habitantes dessa cidade gostavam de consumir a bebida, al?m da tradicional cerveja. Ecron, por sua vez, alcan?ou fama nacional e talvez at? internacional pela produ??o de outro l?quido precioso: o ?leo de oliva, que se destacou na ?poca pela excepcional qualidade.
No s?culo X a.C., quando da unifica??o das tribos israelitas sob o rei Davi, os filisteus foram colocados diante de uma grande dificuldade, com a for?a multiplicada dos hebreus amea?ando-os. Al?m destes, os arameus, babil?nios e ass?rios foram de igual import?ncia para sua decad?ncia. Os arameus, por exemplo, n?o mediram esfor?os para conquistar a cobi?ada Gath e, no s?culo IX a.C., chegaram a siti?-la, escavando um po?o com mais de seis metros de profundidade e sete de largura. Ap?s ser tomada, a cidade nunca mais se recuperou da destrui??o, desaparecendo dos registros por volta do s?culo VII a.C. A ?ltima men??o a ela ocorre em 712 a.C., quando foi conquistada pelos ass?rios e obrigada a pagar pesados tributos ao rei Sarg?o II, que no mesmo per?odo dobrou Ecron ao seu jugo. Ashdod j? havia se tornado prov?ncia ass?ria um ano antes. Em 701 a.C. , o soberano de Ecron, o filisteu Padi, foi levado a Jerusal?m por Hezekiah, rei judaico que se rebelara contra os ass?rios.
A derrocada ocorreu ao final do s?culo VII a.C. A batalha de Karkemish, travada em 605 a.C., derrubou o dom?nio ass?rio sobre as prov?ncias da costa mediterr?nea e abriu caminho ao rei babil?nio Nabucodonosor. Com sua chegada, Ecron, Ashdod e Ashcalon, sofreram a derradeira destrui??o. As escava??es testemunham o cen?rio de horror que se estabeleceu. Ashcalon, com suas ruas de com?rcio, templos e pal?cios, foi inteiramente incendiada. Nada nem ningu?m foi poupado, e os s?tios arqueol?gicos atestam a exist?ncia somente de escombros de guerra. Em Ecron, o fogo dos conquistadores ardeu com tamanha intensidade que arrebentou as pedras calc?rias das constru??es. Nenhuma pe?a de cer?mica permaneceu inteira, comprovando a viol?ncia do assalto que se abateu como uma cat?strofe natural sobre a cidade. Depois da completa destrui??o, os poucos moradores sobreviventes foram aprisionados e deportados para a Babil?nia.
A cultura filistina chegava, assim, ao seu ponto final. E, ao contr?rio dos israelitas, que haviam sofrido destino semelhante mas aos quais, depois de 70 anos de pris?o, foi aberta a possibilidade de retornar a sua p?tria, os filisteus que n?o haviam sucumbido ao massacre nunca mais voltaram ? Palestina natal. Deles resta somente o relato antip?tico da B?blia e o papel de personifica??o do mal e da estupidez.
Fonte: Hist?ria Viva
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? complicado a Ciencia e as suas teorias
por exemplo como a cria??o do universos de uma explos?o
Uma coisa que se explode n?o existe
n?o isso ? um erro grave
Outra teoria ? que um Midico
fracassado foi pras ilhas galapos
e viu a natureza criou a teoria da evolu??o
vamos ser sinceros
Uma explos?o criar o universo
fala serio
acho que a ciencia deveria se evoluir mas
Os cientista se preocupar em fazer drogas pra curar doen?as como a Aids
at? hoje n?o tem nada que fale da sua origem
fica complicado tudo isso n?o acha
? pro isso que acredito no meu Deus que
fez o c?u a terra o mar e as fontes das ?guas e tudo que nele h
? complicado a Ciencia e as suas teorias
Principalmente se vc n?o frequentou um col?gio.
por exemplo como a cria??o do universos de uma explos?o
Explos?o? Que explos?o? L? vem besteira…
Uma coisa que se explode n?o existe
N?o falei? ?, sua besta. Quem foi que disse que algo explodiu durante o Big Bang? Ademais, o que isso tem a ver com o artigo?
n?o isso ? um erro grave
Mais grave ? sua burrice.
Outra teoria ? que um Midico
fracassado foi pras ilhas galapos
e viu a natureza criou a teoria da evolu??o
? Gal?pagos. E n?o foi apenas visitando as Gal?pagos que Darwin desenvolveu a TE, ignorante. Vai estudar, vai.
vamos ser sinceros
Vou sim: Vc ? uma besta e n?o sabe de nada.
Uma explos?o criar o universo
fala serio
Tem que rir da estupidez das pessoas, n?o ?? Ainda mais quando o artigo n?o tem nada a ver com isso. ? a ?nsia de pregar desse pessoal que os faz falar tanta besteira.
acho que a ciencia deveria se evoluir mas
E eu acho que vc deveria calar a boca.
Os cientista se preocupar em fazer drogas pra curar doen?as como a Aids
Que ? o que eles fazem. Mas, o que os arque?logos t?m com isso?
at? hoje n?o tem nada que fale da sua origem
J? ouviu falar em “muta??o”? S? nos filmes do X-Men que vc viu, n??
fica complicado tudo isso n?o acha
S? para mentes ignorantes.
? pro isso que acredito no meu Deus que
fez o c?u a terra o mar e as fontes das ?guas e tudo que nele h?
E ? por isso que eu rio de vc, seu deus e todas as doen?as e males que ele (se ? que existe) criou.
Mais um jesusolatra maluco que nao leu atentamente o artigo e vem depositar os seus coprolitos fosseis por aqui…
Ola,
achei estranho as primerias partes do texto quando vc alega que a biblia colocou os filisteus com esse estereotipo de “barbaros e incultos” Barbaros at? v? l?, afinal ?quela epoca todos esses povos, inclusive os hebreus eram barbaros.
mas continuando o pensamento, achei estranho pelo fato da mesma biblia os colocar como um povo inicialmente dominador, povo de guerra pra ser exato, com uma cultura e politica que os hebreus ate certo ponto invejavam.
Enfim, conhecia o sentido conottivo do termo filisteu como pecador ou como diz meu pseudonimo “inpuro”:) de qualquer forma foi enriquecedor as informa??es que vc cita sobre a valoriza??o que os escribas atribuiram aos filisteus.
A proposito, o Neto n?o leu seu texto, ele apenas se empolgou… n?o eu n?o o conhe?o… mas conhe?o a sindrome da qual ele ? acometido.
O triste pra ele ? que n?o tem remedio, nem mesmo suas respostas.
ARQUEOLOGIA=Indiana Jones, sempre fui estudioso e curios sobre esta ?rea e sempre soube que a “b?blia judaica” era uma farsa porque trazia a necessidade de rebaixar povos que sempre foram e sempre ser?o superiores ao judaico em g?nero, n?mero e grau, povos como os Eg?pcios e seus oponentes deveriam ser Civiliza??es grandiosas e desenvolvidas. Os judeus s?o um povo rancoroso e atrasado que exige que o mundo seja como estes s?o. Orgulho-me de ser um FILISTEU!
? comentariozinhos infelises ai a baixo o de alguns viu…