Os Anjos: Para que servem?
É claro que vocês podem pensar que isso é idéia minha, só que outros historiadores conhecidos reconhecem os Nefilim como parte da Tradição Judaica: Flávio Josefo e Fílon de Alexandria. Santo Agostinho, chato como ele só, era contrário a esta idéia, cujo motivo é bem lógico de se supor.
Afinal, Agostinho defendia a mesma Igreja que fez o “milk shake” de livros, somando e subtraindo livros segundo seus interesses. Óbvio que ele seria contrário, não é mesmo? Prefiro a opinião de Josefo, um dos maiores historiadores judeus.
Outro autor de peso, aceito até mesmo por acadêmicos cristãos, é o teólogo George Hawkins Pember.
Em seu livro “Earth’s Earliest Ages”, Pember defende o estudo teológico que a Terra não fora criada completamente vazia, mas que esse estado foi resultado da suposta rebelião de Lúcifer.
Muitos artistas retrataram a Queda dos Anjos, entre eles o pintor flamengo Pieter Brueghel “o velho” (1525-1569), conforme o quadro abaixo.

No Concílio IV de Latrão vem dizendo o seguinte: “O Diabo e demais demônios, por Deus certamente foram criados bons por natureza; mas eles, por si mesmos, se fizeram maus.”
Interessante. Deus além de não saber o que vai acontecer, cria seres tão maravilhosos que fazem o que querem, desobedecem como querem e suas vontades se impõem perante o Omni³.
A ICAR ensina, mediante o Concílio Vaticano II, Const Gaudium et Spes, n.º 37, que “toda a história humana está invadida por uma tremenda luta contra o poder das trevas, que iniciada desde o princípio do mundo durará até o último dia, como diz o Senhor”.
Apocalipse 12:7-8 – “Houve uma batalha no céu. Miguel e seus Anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus Anjos travaram combate mas não prevaleceram. E já não houve lugar lá para eles”.
E o Catecismo da ICAR é taxativo:
A narrativa da queda (Gênesis cap. 3) utiliza uma linguagem metafórica, mas afirma um acontecimento primordial, um fato que teve lugar no princípio da história do homem (conforme Gênesis 13:1). A Revelação dá-nos uma certeza de fé de que toda a história humana está marcada pela falta original, livremente cometida pelos nossos primeiros pais [conforme Concílio de Trento: DS 1513; Pio XII: DS 3897; Paulo VI: AAS 58(1966), 654].
Agora, é hora de sentarmos e nos entregar a reflexões.
Deus, o famoso Omni³, sabe de tudo que se passa (pelo menos, é o que dizem). Ele cria anjos que sabe (ele sabe, não é?) que vão fazer um furdunço danado e declarar guerra. Daí, O poderosíssimo, omniultrapowerfulmegafucker Javé cria anjos e monta um exército pra deter a invasão dos Céus. Qualquer semelhança com um traficante arrebanhando “soldados”, que acabam querendo tirar o “manu” da posição principal e controlar o movimento, ta ligado? Daí, o Chefão cria outro exército pra conter a investida e os pobres moradores envolta é que acabam sofrendo as conseqüências. Típico.
Se o Senhor dos Anéis Bíblico era tão incrível e poderoso, porque ele precisa de um batalhão pra se defender? Se ele é o tal, um estalar de dedos e Plóink!!! Tudo limpo de novo.
Além de ser um incompetente em termos de criação (eu teria feito coisas melhores e mais eficientes), é um péssimo administrador e um péssimo visionário, posto que não sabe nem o que ai acontecer no dia seguinte.
As pessoas deveriam ir no PROCON reclamar…